quinta-feira, 24 de maio de 2012

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS AFRICANAS...

O intercâmbio cultural entre os Portugueses, Africanos e Indígenas foi fortemente fundido na língua, costumes, culinária, forma de pensar e práticas religiosas do nosso País. Nos Engenhos de Açúcar, o contato do branco com o africano era constante. A velha preta sendo a ama dos filhos dos senhores, lhes ensinavam as primeiras palavras, as cantigas de niná, e contos, sob a luz das suas culturas. A formação de uma cultura afro-brasileira foi uma sequência natural, cuja homogeneidade aconteceu no decorrer dos tempos, não muito pacificamente, em vários casos.

No tempo do Brasil colonial, as manifestações culturais mais  aceitas foram as Portuguesas, enquanto que muitas das expressões culturais dos escravos africanos foram desvalorizadas ou até proibidas. É o caso das religiões e da arte marcial da capoeira. Só a partir do Seculo XX é que  começam a ser estimuladas e incentivadas, mas nem todas ao mesmo tempo.


O samba teve seu reconhecimento a partir do século passado, sendo admirado quando se destacou na música popular brasileira e foi no Governo da Ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas que políticas de incentivo à cultura afro-brasileira possibilitaram o desfile das Escolas de Samba, componente integrante da imagem carnavalesca do País.


As perseguições religiosas, só cessaram a partir da metade do Seculo XX. Foi então que a Ubanda passou a ser seguida por adeptos de outras classes sociais e dez anos depois as religiões afro-brasileiras conseguiram o status de aceitação por todas as camadas da sociedade brasileira.

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